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Calculadora de Juros Compostos

Informe o valor, a taxa e o prazo para ver quanto rende — e quanto do saldo final é juro, e não dinheiro seu.

Esta é a conta sobre uma taxa mantida constante durante todo o período. Rendimentos reais variam, e imposto de renda e taxas não estão incluídos. Os aportes entram no fim de cada mês.

Saldo final

Investido
Juros

O juro sobre juro

A diferença inteira entre os dois regimes está em sobre o que o juro incide. No simples, ele incide sempre sobre o valor inicial; no composto, sobre o saldo, que já inclui o rendimento acumulado. Essa única mudança transforma um crescimento em linha reta numa curva.

Em um ano os dois quase não se distinguem. Em trinta, não têm comparação: a 10% ao ano, R$ 10 mil viram R$ 40 mil no juro simples e passam de R$ 170 mil no composto. Quase nada dessa diferença é dinheiro aportado — é juro rendendo juro.

Por que o tempo pesa mais que a taxa

Como o crescimento é exponencial, os últimos anos contribuem muito mais que os primeiros. É por isso que o mesmo aporte feito cedo vale várias vezes o mesmo aporte feito tarde, e por que uma taxa modesta em prazo longo supera uma taxa impressionante em prazo curto.

A tabela ano a ano abaixo do resultado mostra isso de forma direta: repare a coluna de juros ultrapassar a de aportes, e quanto tempo isso leva.

O que esta projeção assume

Uma taxa só, constante, pelo período inteiro, com aportes que nunca falham. Rendimentos reais oscilam: um fundo que rende 8% na média não entrega 8% todo ano, e a ordem em que os anos bons e ruins chegam muda o resultado final. O número aqui é aritmética, não previsão.

Imposto de renda e taxas de administração também ficam de fora, e os dois pesam bastante em prazos longos. Use o resultado para comparar cenários entre si, e não como um valor com que contar.

Perguntas frequentes

Como se calculam os juros compostos?

O saldo é multiplicado por (1 + i) a cada período, onde i é a taxa do período. Em n períodos o montante é C × (1+i)ⁿ. O que faz os juros serem compostos, e não simples, é que o rendimento de um mês entra no saldo e passa a render junto no mês seguinte — o famoso juro sobre juro.

Qual a fórmula dos juros compostos?

M = C × (1 + i)ⁿ, onde M é o montante final, C o capital inicial, i a taxa por período e n o número de períodos. Com aportes mensais soma-se a fórmula da anuidade: PMT × ((1+i)ⁿ − 1) ÷ i. Esta calculadora aplica as duas.

Quando os aportes mensais entram na conta?

No fim de cada mês, que é a convenção de anuidade ordinária. O depósito do primeiro mês começa a render no segundo. A convenção oposta, com depósito no início do período, rende cerca de um mês a mais e devolve um número maior — é a que costumam usar as calculadoras que não dizem qual adotam.

Por que o juro simples rende mais em prazos curtos?

Porque os dois regimes definem taxa anual de formas diferentes. O composto usa a taxa efetiva, então 12% ao ano são 0,9489% ao mês. O simples usa a nominal, então 12% ao ano são 1% cravado ao mês. Abaixo de doze meses a taxa mensal maior vence; em um ano os dois se igualam, e a partir daí a capitalização abre vantagem que só cresce.

O imposto de renda está incluído?

Não. O resultado é bruto. No Brasil a maioria das aplicações de renda fixa segue a tabela regressiva do IR, de 22,5% a 15% sobre o rendimento conforme o prazo, e alguns produtos como LCI, LCA e poupança são isentos. Como depende do produto, incluir um palpite seria pior que deixar de fora e avisar.

Os valores que eu digitar ficam salvos?

Não. O cálculo acontece inteiro no seu navegador e não há servidor para onde mandar nada. Nada do que você digita é transmitido ou guardado.

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