No que R$ 300 por mês se transformam em 20 anos, e o ponto em que os juros passam a render mais que o seu depósito.
Esta é a conta sobre uma taxa mantida constante durante todo o período. Rendimentos reais variam, e imposto de renda e taxas não estão incluídos. Os aportes entram no fim de cada mês.
Saldo final
Investido—
Juros—
Composto contra simples
A comparação acima usa só o valor inicial, sem os aportes — o juro simples não tem equivalente para aportes.
Abaixo de doze meses o juro simples rende mais, porque os dois regimes definem taxa anual de formas diferentes: o composto usa a taxa efetiva, o simples a nominal. Eles se igualam em um ano, e a partir daí a capitalização abre vantagem. Juros simples
InvestidoJuros
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Evolução ano a ano
Ano
Investido
Juros
Saldo
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Mês
Investido
Juros
Saldo
Como o dinheiro cresce
Em 20 anos você deposita R$ 72.000 do próprio bolso. A 10% ao ano, com capitalização mensal, o saldo termina em R$ 215.478 — os juros acrescentaram R$ 143.478, e o total é 3,0× o que foi aportado.
Nesta taxa o saldo vira por volta do ano 14: dali em diante os juros acumulados valem mais que tudo o que foi depositado. Esse ponto depende da taxa, e não de quanto se aporta — um aporte maior chega nele na mesma data, só que com números maiores.
Juros compostos significam que o juro também rende juro. Um depósito feito no primeiro mês continua trabalhando em todos os meses seguintes, e é por isso que a curva se inclina para cima em vez de subir em linha reta — e por que os últimos anos de um plano longo acrescentam mais que os dez primeiros.
Os aportes aqui entram no fim de cada mês, que é a convenção conservadora: o depósito do mês 1 começa a render no mês 2. Ferramentas que assumem depósito no início produzem um número um pouco maior, e a maioria não diz qual usa.
A taxa é referência declarada, não promessa. O rendimento real varia de ano para ano, a inflação come parte do resultado, e a tributação depende de onde você está. O campo acima é editável exatamente por isso — a lição é o formato da curva, não o último dígito.
Perguntas frequentes
R$ 300 por mês é suficiente?
Suficiente para quê é a parte que a calculadora não responde. O que ela afirma é que R$ 300 por mês durante 20 anos colocam R$ 72.000 e terminam em R$ 215.478 a 10% ao ano. Se isso atende a um objetivo depende do objetivo.
O cálculo considera a inflação?
Não. Os valores são nominais, então um saldo de 100 mil daqui a trinta anos compra menos do que 100 mil compram hoje. Para raciocinar em moeda de hoje, subtraia a inflação esperada da taxa — 10% de rendimento com 4% de inflação se comporta como 6%.
Por que o total não cresce na mesma proporção do aporte?
Ele cresce, na verdade: dobrar o aporte mensal dobra tanto o que entra quanto o saldo final, porque a conta é linear no depósito. O que não cresce em proporção é o tempo — dobrar os anos faz muito mais que dobrar o resultado, e essa assimetria é o ponto inteiro dos juros compostos.
E se eu parar de aportar no meio do caminho?
O saldo continua rendendo sobre o que já está lá; só para de crescer por dinheiro novo. Um plano abandonado na metade termina bem abaixo da metade do resultado completo, porque os aportes que deixaram de ser feitos eram os que tinham menos tempo pela frente.
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